Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina
Teresina, 13 de Dezembro de 2017

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Autoridades e especialistas debatem sobre saneamento em Teresina

10/10/2017 - 18h15
Foto: Márcio Sales

Foto: Márcio Sales

“Universalização do Saneamento no Brasil – Desafios e Oportunidades”. Esse foi o tema do seminário realizado pela Águas de Teresina nesta terça-feira (10) e que reuniu autoridades, especialistas e estudantes para discutir os benefícios econômicos e sociais da expansão dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos.

A programação teve início com a palestra do coordenador de comunicação do Instituto Trata Brasil, Rubens Filho. Com o painel “Ganhos Sociais e Econômicos da Expansão do Saneamento no Brasil”, Rubens apresentou diversos dados que demonstram a importância dos investimentos no setor.

“Eu diria que hoje no Brasil, estamos cometendo sérias negligências no saneamento básico, de Norte a Sul, de Leste a Oeste. São 34 milhões de brasileiros sem acesso ao abastecimento de água e 100 milhões não têm acesso à rede de esgoto. Essa falta de saneamento fez o Nordeste perder, no ano passado, R$ 2,6 milhões no setor do turismo. O que merece destacar é que, investir em saneamento básico, além de proporcionar mais saúde e qualidade de vida para a população, proporciona crescimento no setor turístico e ganho social para os municípios”, fala Rubens Filho.

Na sequência, o economista e ex-presidente da Agência de Regulação Municipal – Campo Grande (MS), Marcelo Amaral, que tratou da importância das agências reguladoras para a universalização do saneamento básico em todo o país. O painel teve a participação do diretor presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (Arsete), Edvaldo Marques, onde abordou sobre as experiências e desafios vivenciados no município de Teresina.

“A regulação é a capacidade que o estado tem de intervir e esse talvez seja o principal desafio a ser compreendido por todos. Nossa responsabilidade é, principalmente, com o cidadão do futuro. Os investimentos e planejamentos devem contemplar uma situação desejável para que a cidade possa se desenvolver tendo rede de abastecimento de água e rede de coleta de esgoto. Decisões são necessárias para que se possa ter, de forma clara, o ganho que o saneamento básico traz a médio e longo prazos”, coloca Marcelo Amaral.
Gesner Oliveira, sócio-diretor da GO Associados, professor doutor da Fundação Getúlio Vargas e Universidade da Califórnia e Columbia), conduz a palestra “O Papel das Parcerias Público-Privadas na Universalização do Saneamento”.

“O desafio do saneamento não é só de Teresina, do Piauí, mas de todo o Brasil. No atual nível de investimentos, essa universalização só aconteceria em 2052. Com a situação fiscal dos estados impossibilita investimentos. As parcerias público-privadas e concessões representam uma revolução silenciosa nos estados e municípios e as parcerias feitas no setor de saneamento, superam em números a de outros setores”, fala.

Para Italo Joffily, diretor presidente da Águas de Teresina, o evento foi uma oportunidade para promover reflexão e debate sobre os desafios e oportunidades do saneamento. “Ao invés de permanecermos na lanterna no ranking do saneamento entre as capitais da região, seremos referência. Teresina terá os melhores indicadores no Nordeste nos próximos anos. O seminário é uma contribuição da Águas de Teresina e um reconhecimento ao pioneirismo e coragem que o Piauí sempre demonstra”, destaca Italo Joffily, diretor presidente da Águas de Teresina.